Parceria entre a empresa global de pesquisa Ipsos e o TruckPad, aplicativo de celular que conecta o motorista de caminhão à carga, permitirá pesquisar motoristas de caminhão por meio do smartphone e conhecer desde as rotas mais utilizadas aos hábitos de consumo dos profissionais, inclusive regionalmente, graças a recursos de geo-localização.  Carlos Mira, CEO da TruckPad, destaca que  agora, em parceria com a Ipsos, os fornecedores do setor poderão, além de se relacionar com o caminhoneiro, também conhecer mais a fundo o setor e os carreteiros.

Por meio deste mesmo aplicativo, os motoristas receberão convites da Ipsos para participar de pesquisas e poderão acessar os questionários dos estudos direto de seus celulares.  De propriedade da Truck Pad, o aplicativo permite que os motoristas relacionem ofertas de fretes na região em que se encontram e fechem negócios diretamente com o solicitante. Em dezembro, R$ 1,5 bilhão em frete foi lançado na plataforma, de acordo com a companhia proprietária da plataforma.

“Se uma montadora precisa conhecer a satisfação do motorista com um caminhão específico, por exemplo, podemos selecionar uma amostra de caminhoneiros com o perfil desejado. O questionário é respondido online, portanto os resultados são disponibilizados para o contratante da pesquisa em um tempo muito menor do que em estudos tradicionais em que um entrevistador vai para as estradas ‘caçar’ sua amostra de respondentes”, explica Fernando Deotti, diretor da Ipsos Loyalty.

A TruckPad,  por sua vez, permite, por meio de sua plataforma de marketing digital RoadDrivers, que fornecedores do setor automotivo tenham um canal de relacionamento direto com os motoristas de caminhão, criando novas oportunidades de venda de produtos e serviços. O RoadDrivers já é usado por empresas como Visa, Goodyear e Volkswagen.

O Carreteiro

 

A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou uma transportadora a pagar multa pelo descumprimento de Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público do Trabalho (MPT) visando à regularização de motoristas carreteiros terceirizados em Manaus (AM).

Apesar de um primeiro ajuste, firmado em 2004, a fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) constatou que, entre abril de 2006 a junho de 2008, 22 profissionais não tinham as carteiras de trabalho (CTPS) registradas. A empresa foi multada em R$ 120 mil e assinou outro acordo com o MPT.

Em nova ação fiscalizatória, o MTE apontou a terceirização dos 22 motoristas, que faziam o transporte de cargas no perímetro da capital amazonense. Com a reincidência, o MPT ajuizou ação executória na 19ª Vara do Trabalho de Manaus, requerendo pagamento de multa superior a R$ 62,8 milhões, referentes a penalização diária de R$ 1 mil sobre o período de abril de 2009 e janeiro de 2010, multiplicado pelo número de trabalhadores em situação irregular.

Em sua defesa, a empresa alegou que os acordos não a obrigavam a registrar os motoristas diretamente. Segundo a transportadora, sua atividade principal é o transporte de cargas interestaduais e intermunicipais, e, assim, seria lícita a terceirização do serviço no âmbito intramunicipal.

O juízo de primeiro grau acolheu a pretensão do MPT e determinou a execução da multa, reduzindo-a, porém, a 10% (R$ 6,2 milhões). O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), no entanto, afastou a condenação, por entender que o acordo vetava apenas a terceirização da atividade-fim. O acórdão destacou que a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) distingue o transporte rodoviário de cargas inter e intramunicipais.

TST

O relator do recurso de revista do MPT, ministro Hugo Carlos Scheuermann, entendeu que a transporadora repassou a outra empresa parte de sua atividade-fim, uma vez que seu objeto social é o transporte de carga, independentemente do caráter geográfico do deslocamento. “Não seria plausível supor que o transporte de cargas da empresa seria somente até o limite do estado ou do município, não estando sob sua responsabilidade a entrega ao destinatário final das cargas transportadas”, observou.

Por unanimidade, a Turma considerou que o Regional violou a coisa julgada (artigo 5º, inciso XXXVI, daConstituição Federal) ao não reconhecer o descumprimento do acordo homologado judicialmente e deu provimento para restabelecer a sentença de origem.

CNTTT  

 

 

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